Saúde Ocular

Check-up oftalmológico: quais exames fazer e com que frequência

Check-up oftalmológico: quais exames fazer e com que frequência

Boa parte das doenças que cegam — glaucoma, retinopatia diabética, degeneração macular — evolui em silêncio por anos. Quando o sintoma aparece, parte do dano já está feito. O check-up ocular existe para inverter essa lógica: encontrar o problema antes do sintoma.

O que compõe um check-up ocular completo

  • Teste de refração: mede o grau e a acuidade visual;
  • Tonometria: mede a pressão intraocular — rastreamento do glaucoma;
  • Biomicroscopia: exame na lâmpada de fenda que avalia córnea, íris, cristalino e pálpebras;
  • Fundo de olho (mapeamento de retina): examina retina, mácula, nervo óptico e vasos;
  • Retinografia: fotografa o fundo de olho para documentar e comparar ao longo dos anos;
  • Ultrassonografia ocular: quando os meios transparentes não permitem ver a retina (catarata densa, hemorragias), o ultrassom mostra o que o exame comum não alcança.

Com que frequência examinar os olhos?

  • Crianças: teste do olhinho ao nascer; exame completo por volta dos 3 anos e antes da alfabetização;
  • Adultos sem queixas (20-39 anos): a cada 2 anos;
  • A partir dos 40: anual — é quando glaucoma e vista cansada começam a aparecer;
  • 60+ anos: anual, com atenção a catarata e DMRI;
  • Diabéticos, hipertensos, míopes altos e histórico familiar de glaucoma: anual em qualquer idade, sem exceção.
Enxergar bem não significa olhos saudáveis. Glaucoma inicial e retinopatia diabética podem coexistir com visão 20/20.
No consultório em Sinop, os exames essenciais são realizados no mesmo lugar, na mesma consulta — sem peregrinação entre clínicas.

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