Poucas palavras assustam mais um paciente do que "injeção no olho". Eu entendo. Mas a verdade é que a injeção intravítrea revolucionou a oftalmologia moderna — ela salvou a visão de milhões de pessoas — e, com a técnica correta, é um procedimento rápido e praticamente indolor.
O que é a injeção intravítrea?
É a aplicação de medicamento diretamente no vítreo, o gel que preenche o olho. Levando o remédio para dentro do olho, alcançamos concentrações eficazes na retina sem os efeitos colaterais de uma medicação tomada pelo corpo todo.
O que ela trata?
- DMRI úmida: freia os vasos anormais sob a mácula;
- Edema macular diabético: seca o inchaço central da retina no diabetes;
- Oclusões venosas da retina: trata o edema causado por "tromboses" no olho;
- Outras doenças vasculares e inflamatórias da retina.
Os medicamentos mais usados são os anti-VEGF, que bloqueiam a substância responsável pelo vazamento e crescimento de vasos anormais. Em casos selecionados, usamos também corticoides de liberação lenta.
Como é o procedimento, na prática
- Colírio anestésico e antisséptico — o olho fica completamente insensível;
- A aplicação em si dura menos de 10 segundos;
- A agulha é finíssima e entra por uma região sem foco de visão;
- Você vai embora em seguida, com orientações simples.
Quantas aplicações são necessárias?
Depende da doença e da resposta de cada olho. Em geral, começamos com uma série de 3 aplicações mensais e reavaliamos com exames de imagem. Alguns pacientes precisam de manutenção com intervalos progressivamente maiores. O objetivo é sempre o mesmo: frear a doença e preservar a sua autonomia.
Uso anestesia adequada e uma "mão leve" para que o processo seja o mais tranquilo possível. O foco é tirar o peso do medo e trazer a segurança do tratamento.