O pterígio — popularmente chamado de "carne crescida" — é uma membrana fibrovascular que cresce da conjuntiva (a "pele" branca do olho) em direção à córnea. É extremamente comum na nossa região: sol forte, vento e poeira são os grandes culpados.
Por que o pterígio aparece?
- Radiação ultravioleta: o principal fator — por isso é tão frequente em quem trabalha ao ar livre;
- Vento e poeira: irritação crônica da superfície ocular;
- Olho seco: a lubrificação deficiente favorece o crescimento;
- Predisposição genética.
Quais são os sintomas?
Vermelhidão localizada e recorrente, sensação de corpo estranho, ardência e incômodo estético. Nos casos mais avançados, o pterígio invade a córnea, induz astigmatismo e pode até cobrir o eixo visual, comprometendo a visão de forma significativa.
Sempre precisa operar?
Não. Pterígios pequenos e pouco sintomáticos são acompanhados e manejados com lágrimas artificiais, proteção solar (óculos com filtro UV e chapéu) e colírios anti-inflamatórios em crises. A cirurgia é indicada quando há crescimento progressivo, sintomas frequentes, astigmatismo induzido, ameaça ao eixo visual ou incômodo estético relevante.
Como é a cirurgia — e por que a técnica importa tanto
A grande preocupação com o pterígio é a recidiva (ele voltar). Técnicas antigas, que apenas removiam a membrana, tinham recidiva alta. Hoje, o padrão-ouro é a remoção com transplante de conjuntiva autólogo: cobrimos a área operada com um enxerto de tecido do próprio olho do paciente, o que reduz drasticamente a chance de retorno e melhora muito o resultado estético.
O procedimento é feito com anestesia local, dura cerca de 30 minutos e a recuperação é tranquila, com acompanhamento próximo até a cicatrização completa.